segunda-feira, 1 de maio de 2017

Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade - Quem pode diagnosticar TDAH


O diagnóstico de TDAH é fundamentalmente clínico, realizado por profissional que conheça profundamente o assunto e que necessariamente descarte outras doenças e transtornos, para então indicar o melhor tratamento.

O termo hiperatividade tem sido popularizado e muitas crianças rotuladas erroneamente. É preciso cuidado ao se caracterizar uma criança como portadora de TDAH. Somente um médico (preferencialmente psiquiatra), juntamente com psicólogo ou terapeuta ocupacional especializados, podem confirmar a suspeita de outros profissionais de áreas afins, como fonoaudiólogos, educadores ou psicopedagogos, que devem encaminhar a criança para o devido diagnóstico. Existem testes e questionários que auxiliam o diagnóstico clínico.

Hoje já se sabe que a área do cérebro envolvida nesse processo é a região orbital frontal (parte da frente do cérebro) responsável pela inibição do comportamento, pela atenção sustentada, pelo autocontrole e pelo planejamento do futuro. Entretanto, é importante frisar que o cérebro deve ser visto como um órgão cujas partes se interligam. Portanto, o funcionamento inadequado de outras áreas conectadas à região frontal pode levar a sintomas semelhantes aos do TDAH.

sábado, 29 de abril de 2017

Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade - Sintomas comuns


Bebé - Bebé difícil, raiva, irritado, de difícil consolo, maior prevalência de cólicas, dificuldade para alimentar e problemas de sono.

Primeira infância - Muito inquieto e agitado, dificuldades de ajustamento, desobediente, facilmente irritado e extremamente difícil de satisfazer.

Ensino Fundamental - Incapacidade de se concentrar, distrações muito frequentes, muito impulsivo, grandes variações de desempenho na escola, se envolve em brigas, presença ou não de hiperatividade.

Adolescência - Muito inquieto, desempenho inconsistente, sem conseguir se focalizar, problemas para memorizar, abuso de substância, acidentes, impulsividade, muita dificuldade de pensar e se planejar a longo prazo.

Adulto - Muito inquieto, comete muitos erros em atividades que exigem concentração, desorganizado, inconstante, desastrado, impaciente, não cumpre compromissos, perde prazos, se distrai facilmente, não fica parado, toma decisões precipitadas, dificuldade para manter relacionamentos e perde o interesse rapidamente. (Para o diagnóstico em adultos, o TDAH deve ter começado na infância e causado prejuízos ao longo da vida)

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade - Os dois lados de uma síndrome



Lado bom
-Mais energéticos.
-Grande expressividade corporal e verbal.
-Talentos criativos latentes (pintura, música, criação de histórias, etc.).
-Inovadores, interessados em diversos assuntos. Costumam surpreender com suas opiniões "fora da caixa".
-Pioneiros, dispostos a correr riscos. O pensamento coletivo, cultura ou paradigmas não os reprimem.
-Capacidade de "hiperconcentração" em uma atividade de interesse
-Grande afetuosidade, demonstrando gentileza e comportamento generoso.
-Frequentemente demonstram possuir uma inteligência bem acima da média.
-Criativos. Adotam meios não ortodoxos, porém práticos em seu quotidiano.

Lado mau
-Grande dificuldade para transformar suas grandes ideias em ação verdadeira devido a falta de planeamento.
-Problemas para se fazer entender ou explicar seus pontos de vista.
-Podem ser muito sexualizados.
-Humor volúvel, da alegria para a tristeza rapidamente.
-Pouca tolerância à frustração.
-Desorganização e mau gestão do tempo.
-Necessidade de adrenalina. Correm muitos riscos desnecessários.
-Por impulsividade podem criar inimizades, pedir demissão, serem demitidos, se divorciar, romper namoros, noivados, casamentos.
-Maior chance de abuso de substâncias 

terça-feira, 25 de abril de 2017

Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade - Gravidez


Problemas na gravidez estão associados com maior incidência de casos mesmo quando desconsiderados outros fatores como psicopatologias dos pais.

domingo, 23 de abril de 2017

Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade - Imagens


A imagem da direita ilustra áreas de atividade cerebral de uma pessoa sem TDAH e a imagem da esquerda de uma pessoa com TDAH.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade - Causas


Os principais fatores identificados como causa são uma suscetibilidade genética em interação direta com fatores ambientais. A herdabilidade estimada é bastante alta, pois 70% dos gêmeos idênticos de TDAH também possuem o mesmo diagnóstico. Quando um dos pais tem TDAH a chance dos filhos terem é o dobro, aumentando para oito vezes quando se trata de ambos pais.

Problemas na gravidez estão associados com maior incidência de casos mesmo quando desconsiderados outros fatores como psicopatologias dos pais.
Depois dos fatores genéticos a dieta alimentar é o fator mais importante. Uma dieta pobre em nutrientes, intolerâncias alimentares, alergias alimentares e ingestão de açúcares são fatores importantes que podem desencadear os sintomas. A hipoglicemia é comum entre as crianças com TDAH. Outros fatores que contribuem para os sintomas são uma alimentação deficiente em ácidos gordos e proteinas, deficiência de magnésio, manganes, ferro, cobre, zinco, Vitamina C, Vitamin B6 e sensibilidade ao ácido salicílico. Os aditivos alimentares, como corantes, conservantes e sabores sintéticos também causam os sintomas de TDAH. As intolerâncias mais comuns são aos produtos lácteos, chocolate, trigo, citrinos, amendoins e ovos.

Várias hipótese acerca das possíveis causas de TDAH têm sido apresentadas: problemas durante a gravidez ou no parto e exposição a determinadas substâncias, tais como o chumbo. Dentre as complicações associadas estariam; toxemia, eclâmpsia, pós-maturidade fetal, duração do parto, estresse fetal, baixo peso ao nascer, hemorragia pré-parto, consumo de tabaco e/ou álcool durante a gravidez e má saúde materna. Outros fatores, como danos cerebrais perinatais no lobo frontal, podem afetar processos de atenção, motivação e planejamento, e estariam indiretamente relacionados com a doença.

Problemas familiares também poderiam propiciar o aparecimento do TDA-H no indivíduo predisposto geneticamente: uma família numerosa, brigas muito frequentes entre os pais, criminalidade dos pais, colocação em lar adotivo ou pais com transtornos psiquiátricos. Tais problemas não originam o distúrbio mas poderiam amplificá-lo. Um dos possíveis motivos seria a negligência dos pais, que leva as crianças a precisarem se comportar de maneira inadequada para conseguir atenção.

Pesquisas apontam para a influência de genes que codificam componentes dos sistemas dopaminérgico,noradrenérgico, adrenérgico e, mais recentemente, serotoninérgico como os principais responsáveis.

Famílias caracterizadas por alto grau de agressividade nas interações podem contribuir para o aparecimento de comportamentos agressivos ou de uma oposição desafiante nas crianças perante a sociedade. Problemas de ansiedade, baixa tolerância a frustração, depressão, abuso de substâncias químicas e transtornos opositivos são comorbidades frequentes.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade - Critérios



Em vários casos os seguintes critérios também devem estar presentes: 
-Alguns sintomas de hiperatividade/impulsividade ou desatenção que causaram prejuízo estavam presentes antes dos 7 anos de idade. 
-Algum prejuízo causado pelos sintomas está presente em dois ou mais contextos (por ex., na escola [ou trabalho] e em casa). 
-Deve haver claras evidências de prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social, académico ou ocupacional. 
-Os sintomas não ocorrem exclusivamente durante o curso de um transtorno invasivo do desenvolvimento, esquizofrenia ou outro transtorno psicótico e não são melhor explicados por outro transtorno mental (por exemplo transtorno do humor, transtorno de ansiedade, transtorno dissociativo ou um transtorno da personalidade). 

Os sintomas de desatenção, hiperatividade ou impulsividade relacionados ao uso de medicamentos (como broncodilatadores, isoniazida e acatisia por neurolépticos) em crianças com menos de 7 anos de idade não devem ser diagnosticados como TDAH.

Pessoas com TDA-H têm problemas para fixar sua atenção pelo mesmo período de tempo que as outras, interessadamente. Crianças com TDA-H não têm problemas para filtrar informações. Elas parecem prestar atenção aos mesmos temas que as crianças que não apresentam o TDA-H prestariam. Crianças com TDA-H se sentem entediadas ou perdem o interesse por seu trabalho mais rapidamente que outras crianças, parecem atraídas pelos aspectos mais recompensadores, divertidos e reforçativos em qualquer situação, conforme o entendimento da psicologia behaviorista. 

Essas crianças também tendem a optar por fazer pequenos trabalhos, mais rápidos, em troca de uma recompensa imediata, embora menor, em vez de trabalhar por mais tempo em troca de uma recompensa maior que só estaria disponível mais tarde. Na realidade, reduzir a estimulação torna ainda mais difícil para uma criança com TDA-H manter a atenção. Apresentam também dificuldades em controlar impulsos. Os problemas de atenção e de controle de impulsos também se manifestam nos atalhos que essas crianças utilizam em seu trabalho. Elas aplicam menor quantidade de esforço e despendem menor quantidade de tempo para realizar tarefas desagradáveis e enfadonhas.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade - Os sinais para vir a ter um possível TDAH



Os sinais para vir a ter um possível TDAH, tem que ter as seguintes características: 
1. Bebé: difícil, insaciável, irritado e de difícil consolo, com maior prevalência de cólicas, dificuldades de alimentação e sono. 
2. Pré- escolar: Actividade aumentada ao usual, dificuldades de ajustamento, teimosia, irritação e extremamente difícil de satisfazer. 
3. Escola: elementar Incapacidade de colocar foco, distracção, impulsivo, desempenho inconsciente, presença ou não de hiperactividade. 
4. Adolescência: Inquieto e com desempenho inconsistente, sem conseguir colocar foco, dificuldade de memória na escola, abuso de substância, acidentes. predomínio de hiperatividade e impulsividade. 

Caracteriza-se o predomínio da hiperatividade e impulsividade quando seis (ou mais) dos seguintes sintomas de hiperatividade persistirem por pelo menos 6 meses, em grau mal-adaptativo e inconsistente com o nível de desenvolvimento:
-Hiperatividade Frequentemente agita as mãos ou os pés. 
-Frequentemente abandona sua cadeira em sala de aula ou outras situações nas quais se espera que permaneça sentado. 
-Frequentemente corre ou escala em demasia, em situações nas quais isto é inapropriado (em adolescentes e adultos, pode estar limitado a sensações subjetivas de inquietação). 
-Com frequência tem dificuldade para brincar ou se envolver silenciosamente em atividades de lazer. 
-Está frequentemente "a mil" ou muitas vezes age como se estivesse "a todo vapor". 
-Frequentemente fala em demasia. 
-Impulsividade Frequentemente dá respostas precipitadas antes de as perguntas terem sido completadas. -Com frequência tem dificuldade para aguardar sua vez. Frequentemente interrompe ou se mete em assuntos de outros (por ex., intromete-se em conversas ou brincadeiras).

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade - Critérios Diagnósticos (CID-10 F90) - Com predomínio de desatenção



Muitas vezes pode ser confundido pelos pais com "preguiça", aplicando à criança castigos, ou mesmo agredindo-a verbalmente ou fisicamente. 

Caracteriza-se o predomínio da desatenção quando o indivíduo apresenta seis (ou mais) dos seguintes sintomas de desatenção persistentes por pelo menos 6 meses, em grau mal-adaptativo e inconsistente com o nível de desenvolvimento:

-Frequentemente deixa de prestar atenção a detalhes ou comete erros por descuido em atividades escolares, de trabalho entre outras. 
-Com frequência tem dificuldades para manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas. 
-Com frequência parece não escutar quando lhe dirigem a palavra. 
-Com frequência não segue instruções e não termina seus deveres escolares, tarefas domésticas ou deveres profissionais (não devido a comportamento de oposição ou incapacidade de compreender instruções). 
-Com frequência tem dificuldade para organizar tarefas e atividades. 
-Com frequência evita, antipatiza ou reluta a envolver-se em tarefas que exijam esforço mental constante (como tarefas escolares ou deveres de casa). 
-Com frequência perde coisas necessárias para tarefas ou atividades (por ex., brinquedos, tarefas escolares, lápis, livros ou outros materiais). 
-É facilmente distraído por estímulos alheios à tarefa Com frequência apresenta esquecimento em atividades diárias.

sábado, 8 de abril de 2017

Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade - Características



O transtorno se caracteriza por frequente comportamento de desatenção, inquietude e impulsividade, em pelo menos dois contextos diferentes (casa, creche, escola, etc). 

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria (DSM IV) subdivide o TDAH em três tipos: 
TDAH com predomínio de sintomas de desatenção; 
TDAH com predomínio de sintomas de hiperatividade/impulsividade e; 
TDAH combinado. 

Na década de 1980, a partir de novas investigações, passou-se a ressaltar aspectos cognitivos na definição de síndrome, principalmente o déficit de atenção e a impulsividade ou falta de controle, considerando-se, além disso, que a atividade motora excessiva é resultado do alcance reduzido da atenção da criança e da mudança contínua de objetivos e metas a que é submetida. 

O transtorno é reconhecido pela OMS (Organização Mundial da Saúde), tendo inclusive em muitos países, lei de proteção, assistência e ajuda tanto aos portadores quanto aos seus familiares. Segundo a OMS e a Associação Psiquiátrica Americana, o TDAH é um transtorno psiquiátrico que tem como características básicas a desatenção, a agitação (hiperatividade) e a impulsividade, podendo levar a dificuldades emocionais, de relacionamento, bem como a baixo desempenho escolar e outros problemas de saúde mental. 

Embora a criança hiperativa tenha muitas vezes uma inteligência normal ou acima da média, o estado é caracterizado por problemas de aprendizado e comportamento. Os professores e pais da criança hiperativa muitas vezes têm dificuldades para lidar com a falta de atenção, impulsividade, instabilidade emocional e hiperativa incontrolável da criança. 

Há especialistas que defendem o uso de medicamentos; outros acreditam que o indivíduo, sua família e seus professores devem aprender a lidar com o problema sem a utilização de medicamentos - através de psicoterapia e aconselhamento familiar, por exemplo. Há, portanto, muita controvérsia sobre o assunto. A criança com déficit de atenção muitas vezes se sente isolada e segregada dos colegas, mas não entende por que é tão diferente. Fica perturbada com suas próprias incapacidades. Sem conseguir concluir as tarefas normais de uma criança na escola, no playground ou em casa, a criança hiperativa pode sofrer de estresse, tristeza e baixa auto-estima.